A pergunta chega com frequência, quase sempre nesta forma. Se o juiz vai nomear um perito de qualquer jeito, por que pagar um exame antes?
A resposta honesta é que nem todo caso precisa. Quando a prova é robusta e a discussão é jurídica, o parecer prévio acrescenta pouco. O investimento se paga nos casos em que a ação inteira depende do que a técnica vai dizer, e é surpreendente a quantidade de gente que descobre isso tarde demais, depois de anos de processo e custas.
Quando o parecer muda a decisão de processar
Numa suspeita de assinatura falsificada, o parecer técnico extrajudicial examina o documento antes de qualquer petição. Se os vestígios confirmam a suspeita, o advogado redige a inicial com a prova descrita, pede a perícia judicial com quesitos certeiros e negocia de outra posição. Se os vestígios apontam o contrário, a pessoa economiza o processo inteiro. Na prática do escritório, o parecer que desaconselha a ação é tão valioso quanto o que a sustenta, embora ninguém goste de recebê-lo.
Há ainda o uso extrajudicial puro. Muita disputa de família e de sociedade morre na mesa de negociação quando uma das partes apresenta um exame técnico fundamentado, sem que ninguém pise no fórum.
Sobre valores, o parecer particular costuma custar menos que os honorários de uma perícia judicial equivalente, e publicamos uma referência de faixas no artigo sobre o custo da perícia grafotécnica. Advogados que avaliam a viabilidade de uma ação encontram na página para advogados o detalhamento de como esse trabalho se encaixa na estratégia processual.
William Lopes Veiga é o perito responsável pela WV Perícias Técnicas, com formação em perícia judicial, grafotécnica, documentoscopia, avaliação de bens móveis e investigação de usucapião. Atendimento em todo o Brasil.
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