Essa é quase sempre a primeira pergunta de quem descobre uma assinatura suspeita num contrato. A resposta honesta é que depende, mas dá para entender exatamente de quê, e como não gastar dinheiro com exame que não vai dar resultado.
O que pesa no preço
Quatro fatores mandam. O número de assinaturas questionadas, porque examinar uma é diferente de examinar dez. A qualidade do material de comparação, já que padrões escassos ou ruins exigem mais trabalho. A natureza do documento, pois original e cópia digitalizada pedem abordagens diferentes. E a finalidade, porque um parecer para negociação tem escopo menor que um laudo para sustentar ação judicial com resposta a quesitos.
Faixas praticadas
Valores variam pelo país e pela complexidade, e número fechado aqui envelheceria mal. Em linhas gerais, pareceres particulares simples costumam partir da casa de um a poucos milhares de reais. Trabalhos complexos, com muitas assinaturas ou material difícil, sobem proporcionalmente.
Um alerta que a rotina ensina: desconfie de preço fixo anunciado sem análise prévia do material. Exame sério se orça depois de ver o caso, nunca antes.
Quem paga quando há processo
Na perícia determinada pelo juiz, os honorários do perito são adiantados em regra por quem pediu a prova, e ao final quem perde a causa arca com os custos. Para quem tem justiça gratuita, há hipóteses de perícia custeada conforme as regras do tribunal. Já o assistente técnico e o parecer particular são sempre pagos pela parte que os contrata.
O jeito de não gastar à toa
Começar pela triagem. O material passa por uma avaliação de viabilidade antes de qualquer contratação. Se a cópia é ruim demais, se não existem padrões de comparação da mesma época, se a assinatura é simples demais para conclusão firme, é melhor ouvir isso de graça do que descobrir depois de pagar. Duas dúvidas aparecem sempre nessa fase. Parcelamento existe e entra na proposta conforme o escopo. E parecer particular não vale menos que laudo judicial, são instrumentos com papéis diferentes e o mesmo dever de rigor.
William Lopes Veiga é o perito responsável pela WV Perícias Técnicas, com formação em perícia judicial, grafotécnica, documentoscopia, avaliação de bens móveis e investigação de usucapião. Atendimento em todo o Brasil.
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