O dono descobre que o carro foi transferido sem o seu conhecimento. Ou o comprador descobre que quem vendeu não era o dono. Nas duas pontas existe um documento com assinatura falsificada, e é nele que a perícia trabalha.
Onde a fraude costuma morar
Nos casos antigos, o alvo é o DUT em papel, aquele documento de transferência que exigia reconhecimento de firma por autenticidade no cartório. A exigência de comparecimento pessoal tornava a fraude mais difícil, mas não impossível, e escrevemos sobre essa diferença no artigo que explica o reconhecimento de firma por semelhança e por autenticidade. Desde a digitalização da transferência, a fraude migrou para procurações falsas usadas para assinar a venda em nome do dono, e para vendas feitas com documentos de identidade falsificados, quando o golpista se apresenta como o proprietário.
O caminho para provar
O documento assinado não some. A via física fica arquivada no cartório que reconheceu a firma ou no Detran que processou a transferência, e pode ser requisitada pelo juiz para exame. A documentoscopia examina o preenchimento e o suporte, e o exame grafotécnico compara a assinatura questionada com os padrões verdadeiros do suposto vendedor. Procuração pública falsa deixa ainda o rastro do livro notarial, que ou existe ou não existe.
Quem está nessa situação costuma precisar de agilidade, porque multas, IPVA e até responsabilidade por acidente continuam caindo no nome do antigo dono enquanto a transferência não é anulada. Um parecer técnico feito antes da ação ajuda o advogado a pedir liminar com prova nas mãos. Mande um resumo do seu caso pelo WhatsApp do site, com foto do documento se você tiver acesso a ele, que a triagem indica o exame cabível.
William Lopes Veiga é o perito responsável pela WV Perícias Técnicas, com formação em perícia judicial, grafotécnica, documentoscopia, avaliação de bens móveis e investigação de usucapião. Atendimento em todo o Brasil.
Falar com o perito