O dinheiro chega menor no fim do mês e, quando você vai ver, há uma parcela de empréstimo que nunca existiu na sua vida. Esse cenário se repete todos os dias no Brasil, especialmente com aposentados e pensionistas no consignado.
A boa notícia: esse tipo de fraude deixa rastro. E rastro se documenta.
O caminho da prova, passo a passo
Primeiro, mapear a origem do desconto. Todo desconto tem registro. Em benefícios do INSS, o histórico de consignações mostra qual instituição desconta, desde quando e com base em qual contrato. No banco, o extrato aponta a operação. É esse contrato que será atacado, então ele precisa ser identificado com precisão antes de qualquer briga.
Segundo, obter o contrato. A instituição é obrigada a fornecer cópia quando solicitada. Se negar, a recusa também vira argumento no processo, e o advogado sabe requisitar.
Terceiro, examinar. Aqui entram dois exames que costumam andar juntos. A análise bancária reconstrói a operação, com datas, valores, taxas e o total já descontado, em memória de cálculo que o juiz consegue conferir. E quando o contrato exibe uma assinatura que a pessoa não reconhece, a grafotécnica confronta essa assinatura com os padrões autênticos.
Quarto, quantificar. O relatório fecha a conta do prejuízo, parcela por parcela, preparando o terreno para o pedido de devolução.
Dois erros que custam caro
Aceitar acordo apressado por telefone antes de entender o tamanho do prejuízo é o primeiro, porque quitação mal feita fecha portas. O segundo é esperar demais, deixando os descontos correrem por anos sem reunir a prova, o que complica cálculo e memória documental.
Papéis que valem ouro
Extratos do período, histórico de consignações se o desconto é em benefício, o suposto contrato, documentos de identidade e assinaturas autênticas da época. Com esse material, a triagem técnica responde rápido se o caso tem caminho. O exame completo está descrito na página de perícia bancária e financeira, e a conversa começa pelo WhatsApp, com os documentos que você já tiver em mãos.
William Lopes Veiga é o perito responsável pela WV Perícias Técnicas, com formação em perícia judicial, grafotécnica, documentoscopia, avaliação de bens móveis e investigação de usucapião. Atendimento em todo o Brasil.
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