Empréstimo que aparece na fatura sem nunca ter sido contratado. Desconto que come o benefício mês após mês. Contrato bancário com assinatura estranha. Extrato que não fecha com o que foi combinado. Situações assim pedem mais que indignação, pedem análise técnica documentada.
A perícia bancária e financeira examina contratos, extratos, faturas e comprovantes para reconstruir o que de fato aconteceu na relação com o banco ou a financeira, quantificar valores e organizar a prova que sustenta a reclamação ou a ação judicial.
Empréstimo consignado não reconhecido, especialmente sobre benefícios do INSS. Descontos indevidos e cobranças em duplicidade. Cartão de crédito consignado contratado como se fosse empréstimo comum. Tarifas e seguros embutidos sem clareza. Contratos com assinatura contestada, caso em que a análise bancária se soma à grafotécnica no mesmo trabalho. Divergências entre o contratado e o efetivamente descontado.
Um relatório ou parecer que identifica as operações questionadas, demonstra a origem de cada desconto, quantifica os valores envolvidos com memória de cálculo e aponta as inconsistências documentais encontradas. É o material que o advogado usa para fundamentar o pedido e que dá ao juiz uma visão organizada de algo que costuma chegar ao processo como um emaranhado de papéis.
Reúna o que tiver, extratos, contratos, faturas e comprovantes de desconto, e envie para a triagem. Se faltarem documentos, parte deles pode ser solicitada ao próprio banco ou obtida no processo, e a orientação sobre isso faz parte do trabalho.
Na maioria dos casos sim. O histórico de consignações e os extratos permitem identificar quem desconta, desde quando e com base em qual contrato, e é aí que a análise técnica encontra as inconsistências.
O relatório quantifica os valores descontados e atualiza conforme os critérios indicados pelo advogado do caso, com memória de cálculo transparente.
Não. A análise técnica é a prova, a condução jurídica do caso é do advogado. Os dois trabalhos se complementam.